Particularidades do Santana
Pintura e cores
À época de seu lançamento, a linha de produção do Santana era dotada de um novo sistema de pintura, o mais moderno da América Latina. Tratava-se de um longo e complexo processo que começava quando a carroceria chegava do acabamento, onde ganhava portas e estampas. Contrariamente do que se possa imaginar, não era uma simples aplicação de esmalte colorido, mas toda uma sequência de proteção às chapas da carroceria.
As cores oferecidas, pelo menos até o lançamento, eram sóbrias, como convém a um carro do seu padrão: azul (clássico, universal ou búzios), cinza (apolo ou prata), verde (araguaia ou itapoã) e bege (equatorial, vime ou champanha). Internamente três tipos de acabamento: marrom, preto ou grafite. Inicialmente não havia Santana na cor branca.
Controle de qualidade
Somente após todo esse processo que o Santana ia para a montagem final, onde recebia os frisos, lanternas e faróis, maçanetas, revestimentos internos, bancos, chicotes elétricos e onde eram montados o painel e todos os componentes motrizes. E antes ainda de ganhar a rua, tinha de passar pela inspeção de qualidade. Para as primeiras 2000 unidades, a fábrica decidiu que, além dos inspetores de qualidade, cerca de noventa pessoas, de chefes de seção a gerentes, todos eles ligados à produção, se encarregassem também, em rodízio, de dar o seu OK àquelas unidades.
Santana brasileiro X Santana alemão
No aparência, os VW Santana brasileiros e alemães eram praticamente iguais, apresentando sutis diferenças no acabamento interno e externo.
A mais marcante discrepância entre ambos era a opção de carroceria de 2 portas, inexistente fora do Brasil, e que visava atender uma demanda específica desse país, que nutria forte preconceito contra os veículos 4 portas até o final da década de 80. Foi fabricada de 1984 a 1995, nas mesmas versões do 4 portas. Duas versões exclusivas desta opção de carroceria foram a Sport (1990 e 1993) e a Série Única (1995, ano da despedida).
Particularidades
A legislação brasileira determinava que os postos de combustível permanecessem fechados após as 20:00h e durante os finais de semana. Isto, aliado ao fato do álcool ser a “vedete” dos combustíveis nos anos 80 (um combustível com rendimento volumétrico menor do que a gasolina), fizeram com que a VW ampliasse a capacidade do tanque do Santana de 60 para 75 litros, o que demandou grande esforço da engenharia nacional.
Outra exclusividade do Brasil era o modelo de 2 portas, para atender à preferência nacional da época. Utilizando-se das portas do Passat cupê, a engenharia nacional conseguiu criar um cupê de linhas elegantes e harmoniosas.
Motor
O Santana trazia uma evolução do MD-270 do Passat, adotado em 1983 como “Motor Torque”. Trazia o mesmo diâmetro nos cilindros, mas tinha o curso do virabrequim ampliado, resultando em uma cilindrada 200cc maior. Era similar aos motores alemães derivados do projeto EA-827.
Trazia outras inovações em relação ao Passat: o filtro de óleo era dotado de uma válvula exclusiva que impedia o retorno do óleo para o cárter quando o motor estava desligado, fazendo com que os mancais estivessem permanentemente lubrificados. O carburador, o famoso “mini-progressivo” fornecido pela Wecarbrás, era todo de alumínio e já estava perfeitamente adequado ao uso do álcool como combustível.
Fonte: Wikipédia
Data: 17/10/2007
ID: 182
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