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Volkswagen Gol

O Volkswagen Gol


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O Volkswagen Gol

Volkswagen Gol ou simplesmente Gol é um automóvel da Volkswagen fabricado no Brasil e comercializado em vários países sob diversas designações (não confundir com o Golf, outro modelo da Volkswagen).

O Gol foi lançado em 1980 para suceder, em partes, o Fusca e a Brasilia. De fato, apesar de custar mais caro que o Fusca, ele passou a ser o carro brasileiro mais vendido no ano de 1987 e desde então nunca ele deixou de ser o carro mais vendido no ano. Esta posição fora ocupada pelo Fusca até 1981.

A carroceria do Gol tinha sido baseada no desenho do Scirocco, formato hatchback. A intenção esportiva desta carroceria tinha como conseqüência um teto muito baixo para os passageiros de trás.

Ele usava o mesmo motor do Fusca, um 1300 refrigerado a ar com a opção de ser movido a gasolina ou álcool. Logo depois, foi lançada a versão com motor 1600, também refrigerado a ar, devido às constantes reclamações de falta de potência do Gol. Este detalhe fizera do Gol um fracasso de vendas na ocasião do lançamento.

A partir de 1984 foi lançado o Gol GT com motor 1.8 do Santana chamado AP-1800 (Alta Performance).

Em 1985 passou a usar o motor 1600 refrigerado a água do Passat chamado MD 270 paralelo ao refrigerado a ar que ficou na versão básica chamada Gol BX. Quando o Gol passou a usar o motor refrigerado a água, o estepe, que ficava junto com o motor, foi colocado no porta-malas, deixando-o minúsculo. Assim, o Gol apesar de ser mais longo que o Fiat Uno, tinha bem menos espaço por dentro.

Em 1987 a linha recebeu alterações no desenho e o Gol GT foi substituído pelo Gol GTS com alterações no 1.8, que passou a ter somente o álcool como opção, pois a potência é maior com este combustível. Interessante o fato de a Volkswagen insistir que o Gol GTS tivesse apenas 99cv de potência apesar de estimativas indicarem que ele tivesse entre 105cv e 110cv. Se a Volkswagen admitisse a maior potência, o carro seria taxado com maior imposto, daí o fato de o motor ter a potência nominal tão baixa.

O Gol inaugurou a era da injeção eletrônica no Brasil com o Gol GTi em 1989. O motor 2.0 (AP-2000), somente a gasolina, tinha 112cv e, aliado a uma carroceria compacta, ele se tornou também o carro brasileiro mais rápido. Neste ano o Gol perdeu o motor AP-1600, considerado um dos melhores motores já fabricados no Brasil, para usar um outro 1.6 CHT da Ford — que passou a ser chamado de AE-1600 (Alta Economia) — por causa da união com este fabricante. Apesar de ter diminuído o consumo, sobretudo na versão a álcool, o Gol ficou bem menos potente.

O antigo 1.6 voltou a ser utilizado em 1993, ano em que foi adotado o motor 1.0. Devido ao incentivo fiscal, o Gol com motor 1.0 passou a ser o mais vendido por ser muito mais barato.

Os problemas de espaço foram quase totalmente resolvidos em 1994 quando adotou uma carroceria totalmente nova, mais moderna (Geração II). Comparando com o antigo Gol, cuja carroceria mais parecia uma caixa, ele ficou bem mais arredondado, ganhando assim, o apelido de Gol Bola.A qualidade dos plásticos empregados deixa bastante a desejar e a maior parte dos Gol Geração II apresenta problemas de desgaste acentuado, ruídos e quebras nos componentes internos, caso de peças de painel, grades de ventilação, tampa do cinzeiro e componentes do console. Nem mesmo as maçanetas internas escapam e demandam uma observação cuidadosa. E os modelos equipados com vidros elétricos podem apresentar problemas de subida dos vidros, por causa de desgaste nas canaletas ou nas máquinas de acionamento.

Em 1999 foi feita uma mudança mais sutil na carroceria, que foi apelidada erradamente de Gol Geração III, pois era apenas uma reestilização do Gol geração II da mesma forma como já havia ocorrido com o Gol geração I ao ser reestilizado duas vezes (em 1987 e em 1991) sem avançar para uma geração completamente nova como realmente tinha acontecido em 94. A qualidade dos plásticos empregados, que já não era boa nos Gol Geração II, no chamado Geração III parece que ficou ainda pior. O problema de quebras e rachaduras dos apliques presentes sobre o painel é mais freqüente do que desejável, principalmente na região do botão de acendimento dos faróis e grades de ventilação. A tampa do porta-luvas é outra fonte de problemas. Mas os demais componentes também estão sujeitos ao desgaste acelerado, com a presença de ruídos e quebras nos componentes internos, caso de peças de painel, grades de ventilação, tampa do cinzeiro e componentes do console.

E, da mesma forma que o Gol bola, até mesmo as maçanetas internas apresentam problemas de deformação e quebras. Outra herança do "Bolinha": os modelos equipados com vidros elétricos podem apresentar problemas de subida dos vidros, por causa de desgaste nas canaletas ou nas máquinas.

Em 2002 a linha Gol sofre pequeníssimas alterações: Por fora o Gol ganha apenas novos pára-choques e nova grade, e seus derivados, Parati e Saveiro, têm as mesmas mudanças, além de ganharem novas lanternas traseiras (o Gol permaneceu com as mesmas lanternas de 99) e novas tampas do porta-malas (Parati) e da caçamba (Saveiro). Muitas pessoas chegaram a chamar a linha 2002 do Gol de geração 4 na ocasião de seu lançamento, a Volkswagen continuou chamando erradamente esta linha de geração 3, assim como já acontecia desde o lançamento da linha 99, mas a realidade é que o Gol ainda continuava em sua 2ª geração, diferenciada da linha 94 (Gol bola) apenas por reestilizações parciais.

Em 2003: o motor 1.6 foi o primeiro carro do Brasil que passou a consumir álcool, gasolina ou a mistura dos dois. Esta tecnologia bicombustível (Total-flex) virou moda e quase todos os carros brasileiros passaram a adotá-la.

Em 2006 o Gol sofre novas alterações: nova, dianteira, traseira, novo painel (seguindo a tendência dos automóveis “de entrada” da marca), acabamento interno e suspensão mais elevada, a assim chamada Geração IV ou G4, porem ainda se tratando da Geração II, lancada em 1994 com mais um face lift. As reduções de custos são evidentes em várias partes do carro, como o painel, simplificado e com instrumentos do VW Fox. Em setembro e outubro de 2006 o seu principal concorrente Fiat Palio passou em numeros de vendas, mas o gol fechou o ano como o carro mais vendido do país, em agosto de 2007 o palio voltou a passar o gol. O acabamento os itens de série e a dirigibilidade do palio são melhores que no gol talvez por isso que gol esta perdendo a sua liderança em vendas para o Palio.

No começo de 2008 a próxima geração do Gol devera chegar ao mercado para enfrentar o Palio. Possivelmente serão as maiores alterações desde seu lançamento. A principal alteração devera ser a adoção da parte dianteira da plataforma do Fox alterando assim a posição do motor de longitudinal para transversal, a partir disto será possível uma completa reestilização da carroceria. Esta alteração dará fim a maior critica ao modelo, que é a posição do motor e possibilitara um aumento no espaço interno. Outras criticas de muitos proprietários dizem respeito à posição de dirigir, deslocada para a esquerda em relação ao volante, fruto de uma característica (ou falha?) de projeto - esse mal, no entanto, permanece até hoje na linha Gol.

O Gol ganhou outras carrocerias. Em 1981 o sedã Voyage foi lançado. Em 1982 foi a vez da picape Saveiro. A perua Parati foi lançada em 1983. Em 1997 finalmente passou a ser vendido com 4 portas após muita expectativa. É possível que o Voyage volte na próxima geração do gol no meio do ano de 2008.

O Gol ganhou o mercado externo desde o seu lançamento quando foi exportado para o Paraguai e a Nigéria. Desde então passou a ser vendido em dezenas de países destacando-se a China onde também é fabricado. Em alguns países adotou outras designações como Pointer, no México.

Fonte: Wikipedia
Data: 16/10/2007
ID: 28

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