A História do Ford Pampa
Em 1982 a Ford do Brasil apresenta pela primeira vez no Salão do Automóvel a picape Pampa, baseada no Ford Corcel II. Foi a segunda do segmento, logo depois da Fiat Fiorino (na época batizada de City), a picape derivada do Fiat 147. O nome Pampa fazia alusão a um cavalo, que tem o corpo todo malhado.
A Pampa tinha, ao mesmo tempo, conforto de automóvel na cabine e robustez de utilitário, além de capacidade de carga superior a da concorrente. Tinha a frente do Corcel II e a caçamba inspirada no picape pesado F-1000 da época. Diferente da picape da Fiat, que usava a mesma suspensão traseira independente do Fiat 147, a Ford manteve o eixo rígido e adotou molas semi-elípticas, mais adequadas ao transporte de cargas, em lugar das molas helicoidais. Com o seu sucesso, outras marcas lançaram também seus derivados, a Volkswagen com a Saveiro (no mesmo ano, derivada do hatchback Volkswagen Gol) e a Chevrolet com a Chevy 500 (derivada do sedã Chevette), em 1983.
Usando os mesmos motor 1600 cm³ e câmbio de quatro (ou cinco) marchas do Corcel, vinha com o diferencial do Corcel 1.4 para aproveitar melhor a força do motor.Tinha também sua suspensão dianteira emprestada do Corcel, com molas e amortecedores recalibrados para suportar cargas maiores. Já a suspensão traseira era toda nova, do tipo de feixes de molas. Assim, a Pampa suportava até 600 kg, sendo perfeita para o transporte das mais variadas cargas. Com relação ao Corcel, também foi aumentada sua distância entre-eixos. O tanque de combustível na Pampa localizava-se logo atrás da cabine, e suas portas eram menores - idênticas às do Ford Del Rey modelo quatro portas. Com o motor 1600 cm³, a Pampa desenvolvia 90 CV para o modelo a gasolina e 89 CV para o modelo a álcool.
A picape Pampa tinha um desempenho geral muito bom. Sua velocidade máxima era de 160 km/h e seu tanque de combustível tinha capacidade para 76 litros. Opcionalmente a Pampa dispunha de relógio digital, ar-condicionado, bancos ajustáveis com apoios de cabeça, console, rádio e cintos retráteis e inerciais. Itens muitos conhecidos no luxuoso Del Rey.
No modelo 1984, ocorrem alterações, recebendo o motor CHT, mais potente e econômico. O motor CHT de 1600 cm³ possuia 75 CV a álcool e 73 CV a gasolina, respectivamente, fazendo com que a Pampa chegasse a uma velocidade máxima de 150 km/h e 146 km/h. Junto com o modelo 1984, foi lançada a versão 4x4, a qual seria a primeira picape derivada de automóvel a dispor de tração nas quatro rodas. A Pampa 4x4 tinha externamente poucas diferenças para a versão 4x2. A 4x4 tinha grade frontal quadriculada, pneus do tipo cidade-campo, rodas com cubos salientes (devido à roda-livre no eixo traseiro) e pára-choques com garras, para que em caso de emergência pudesse empurrar outro veículo.
O modelo 4x4 era equipado com câmbio de quatro marchas, sendo que a tração integral é acionada por uma alavanca à direita da alavanca de marchas. Por ser uma adaptação da Ford em relação ao câmbio de 5 marchas, não é recomendado seu uso constante ou em velocidades superiores a 60km/h. Sua tração permanente é a dianteira, sendo a tração traseira acionada por uma engrenagem localizada no local da engrenagem da 5ª marcha. Além disso, contava com banco inteiriço e também com um segundo tanque de combustível na versão a álcool, para 40 litros adicionais. Seu interior era bem mais básico que a versão 4x2.
Em 1986 passam a existir os modelos "L" (básico), e "GL"; neste mesmo ano toda linha Pampa recebe a grade frontal da versão 4x4.
No modelo 1987, a Pampa passa vir com uma nova grade frontal, semelhante a do Del Rey, de aletas horizontais, além de ganhar a versão Ghia; com isso ganhava itens de luxo do Del Rey Ghia, como o painel completo e vidros e travas elétricas. Estranhamente, a Pampa deixou de ter ar-condicionado, somente dispondo opcionalmente de ar-quente.
A Pampa, que sempre vinha sendo líder entre as picapes leves, em 1989 recebe o motor VW AP-1800, equipando as versões "L", "GL" e Ghia; o CHT 1.6 ainda permanece nas versões "L" e "GL" 4x4.
Para 1991, chega a versão "S", com o mesmo motor "nervoso" do Gol GTS/Escort XR3, muito mais esportiva e completa, com motorização de 1800 cm³ e trazendo itens de séries como ganchos externos, borrachas protetoras das bordas da caçamba, espelho retrovisor dia e noite, direção hidráulica opcional, bancos individuais ajustáveis, rodas estilizadas, faixas personalizadas nas laterais, janela traseira corrediça, spoiler dianteiro com faróis de neblina embutidos e outros itens existentes na versão Ghia.
Em 1992, mais uma mudança: recebe uma nova grade frontal, idêntica a do Del Rey, que teve sua produção encerrada em 1991.
Em 1994, recebe carburador eletrônico (2E CE) em suas versões com motorização de 1800cm³, acompanhando as alterações na linha do motor VW AP-1800
Em 1995, saem de linha as versões Ghia e Jeep "GL" 1.6 4x4, restando as versões "L" 1.6/1.8, "GL" 1.8 e a "S" 1.8.
A Pampa deixa de ser produzida em 1997, ano-modelo em que os motores 1.8 foram equipados com injeção eletrônica monoponto EEC-IV, constituindo-se em uma das picapes derivadas de automóveis mais vendidas do segmento, ultrapassando as 350.000 unidades comercializadas. Logo então quem assume sua posição é a nova derivada, Ford Courier, a qual nunca conseguiu o mesmo desempenho em vendas.
Fonte: Wikipédia
Data: 17/10/2007
ID: 150
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